Todo ano, um rio de poeira mineral sai do Saara, atravessa mais de 5.000 km de Atlântico e pousa na Amazônia, levando o fósforo que fertiliza a floresta. A obra dá corpo a essa ponte invisível: a nuvem é um volume 3D calculado da reanálise MERRA-2 da NASA, o vento real empurra a poeira de uma semana para a outra, e no chão acende a poeira que chega.
A janela é a estação de dezembro de 2006 a abril de 2007, a de maior transporte para a Amazônia na série do satélite CALIPSO.
Como ler
- No ar, a cor é a concentração de poeira (com um máximo fixo para todas as datas) e a altura é a altitude real: a rota sul voa baixo, perto de 1 km.
- No chão, a cor é a poeira acumulada e o brilho é a chegada.
- Arraste a barra do tempo: a nuvem flui empurrada pelo vento medido.
- dado
- NASA MERRA-2
- período
- dez 2006 – abr 2007
- estado
- atualizada em 12 set 2026
Em aberto: A data na tela se sobrepõe à legenda; entre uma semana e outra o movimento é interpolado pelo vento, não medido; pesa em celulares mais simples.





