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Obras

Cada obra parte de uma base pública real e pode ser aberta de volta ao dado que a gerou: cor, altura e movimento querem dizer algo, e a legenda diz o quê. Clique no nome da obra para entrar nela.

Todo ano, um rio de poeira mineral sai do Saara, atravessa mais de 5.000 km de Atlântico e pousa na Amazônia, levando o fósforo que fertiliza a floresta. A obra dá corpo a essa ponte invisível: a nuvem é um volume 3D calculado da reanálise MERRA-2 da NASA, o vento real empurra a poeira de uma semana para a outra, e no chão acende a poeira que chega.

A janela é a estação de dezembro de 2006 a abril de 2007, a de maior transporte para a Amazônia na série do satélite CALIPSO.

Como ler

  • No ar, a cor é a concentração de poeira (com um máximo fixo para todas as datas) e a altura é a altitude real: a rota sul voa baixo, perto de 1 km.
  • No chão, a cor é a poeira acumulada e o brilho é a chegada.
  • Arraste a barra do tempo: a nuvem flui empurrada pelo vento medido.
dado
NASA MERRA-2
período
dez 2006 – abr 2007
estado
atualizada em 12 set 2026

Em aberto: A data na tela se sobrepõe à legenda; entre uma semana e outra o movimento é interpolado pelo vento, não medido; pesa em celulares mais simples.

Na história do labTem um avô no arquivo: a Oceano Ferly (007) já fazia, em maio de 2026, um globo do mar com o mesmo dado de satélite. A El Niño foi aberta sem partir dela, de propósito, e acabou reencontrando o mesmo caminho.

Um globo do Pacífico onde a temperatura real da superfície do mar, medida por satélite pela NOAA, governa a obra mês a mês. Abre com um filme narrado que mergulha no globo, e a série segue até o mês mais recente publicado.

Em setembro de 2026 a região Niño 3.4 marcou +2,53 °C acima do normal, o maior valor da série, acima do pico de dezembro de 2023 (+2,32 °C).

Como ler

  • A cor é a temperatura real do mar, de 0 a 32 °C.
  • A agitação e o brilho da água são a anomalia: o mar se revolve onde está mais quente que o normal.
  • Na linha do tempo, os dois picos aparecem marcados com o valor.
dado
NOAA OISST
período
jan 2020 – set 2026
estado
atualizada em 19 out 2026

Em aberto: O filme de abertura ainda chama dezembro de 2023 de auge; o novo pico está só na linha do tempo, por escolha.

O planeta sem água e sem nome: o relevo global, terra e fundo do oceano juntos, pintado por altitude e esculpido por sombra dura. Cada placa tectônica gira pelo seu polo de Euler real e leva o relevo junto, cinquenta milhões de anos à frente.

É um cenário, não uma previsão: a velocidade de hoje é estendida em linha reta.

Como ler

  • A cor é a altitude, numa rampa única para o planeta inteiro; a sombra vem de um sol fixo.
  • Onde nenhuma placa cobre, fica um vazio declarado, não pintado. Onde duas se sobrepõem, a mais baixa afunda.
dado
relevo global + polos de Euler (NNR-MORVEL56)
período
hoje → +50 milhões de anos (cenário)
estado
atualizada em 12 set 2026

Em aberto: Em 50 milhões de anos sobra um vazio de cerca de 20% da superfície, e as bordas dos rasgos ficam serrilhadas.

Arquivo

Antes das obras acima vieram os estudos. O lab começou sem dado nenhum, só com matemática, para aprender como uma estrutura aparece pelo movimento (000). Depois deixou um dado comandar o movimento (001) e, dali, foi olhar a superfície do mar num globo (007), o caminho que acabou no El Niño. São de antes da regra de que toda obra parte de dado público real: estão aqui pelo que ensinaram, e o que cada um deixou em aberto vem dito. Vão entrando aos poucos, à medida que são resgatados.

Na história do labA primeira obra do lab. Tudo o que veio depois herdou daqui o quadro, o rastro que se apaga devagar e a gravação de vídeo direto do navegador.

Catorze mil partículas brancas sobre fundo preto, empurradas por um campo de movimento que ninguém vê. Cada uma deixa um rastro que some devagar, e é o acúmulo desses rastros que desenha o campo.

Não há dado aqui, de propósito: antes de mapear um fenômeno real, o lab quis entender como uma estrutura aparece pelo movimento. Antes do dado, a gramática.

Como ler

  • O branco é só rastro: onde as linhas se adensam e se alinham, o campo empurra na mesma direção.
  • O campo é matemático, três ondas sobrepostas formando um fluxo que não se comprime, e muda devagar com o tempo.
  • Nada aqui é medição: é a obra sem dado, declarada.
dado
nenhum (matemática pura)
período
estudo de fundação, 2026
estado
atualizada em 13 out 2026

Em aberto: O vídeo nunca foi exportado, e a data exata do estudo não ficou registrada.

Na história do labPegou a base da Laminar e pôs um dado no comando. Foi aqui que apareceu a vontade de olhar a superfície do mar em vez do volume, o que levou, no dia seguinte, ao primeiro globo do oceano (007).

O oceano tem memória: correntes abaixo da superfície carregam o calor de estações passadas. O estudo imita essa propriedade. 262 mil partículas giram num campo turbulento e cada uma deixa um rastro que demora a apagar, então o que se vê é o presente por cima do passado recente.

Foi o primeiro estudo do lab com um dado comandando o movimento, e o primeiro vídeo que o lab exportou.

Como ler

  • A cor é a velocidade de cada partícula: azul quase preto, cobre e, no mais rápido, âmbar.
  • A agitação do campo segue uma temperatura do mar ao longo de um ano: dia mais quente, campo mais turbulento.
  • A câmera gira devagar em volta; as teclas + e − mudam a exposição.
dado
temperatura simulada
período
estudo de maio de 2026
estado
atualizada em 13 out 2026

Em aberto: O dado não é real: é uma temperatura simulada (uma curva de 18 a 29 °C com ruído) sorteada de novo cada vez que a página abre, então a imagem não volta a uma medição. E o centro do volume estoura de brilho, o problema que pausou o estudo.

Na história do labNasceu um dia depois da Memória Fluida pedir superfície em vez de volume. Foi a primeira obra que o lab fechou de propósito, e o primeiro globo do mar, o tema que voltaria na El Niño.

Um globo do Pacífico onde a temperatura real do mar, medida por satélite, mexe nas ondas. Em dois dias a obra mudou de rumo quatro vezes: fluido de partículas no navegador, boias do Atlântico, o Pacífico do El Niño e, por fim, o globo 3D renderizado na nuvem, em sete versões.

Entra no arquivo como história: o filme final, as sete versões lado a lado e o porquê de cada guinada, com os materiais da época.

Como ler

  • A cor é a anomalia: azul-gelo mais frio, fogo mais quente, contra a média da mesma latitude no mês (±5 °C).
  • A altura da onda é a temperatura medida.
  • São vídeos: o globo não gira na mão.
dado
NOAA OISST (e boias TAO)
período
maio de 2026 · série 2020–2024
estado
atualizada em 13 out 2026

Em aberto: A anomalia é medida contra a média da latitude, não contra o normal histórico de cada lugar, então o El Niño de 2023 aparece menos do que deveria; a primeira versão ainda usava temperatura de teste.